Cesare Battisti foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia

O guerrilheiro italiano Cesare Battisti, considerado foragido pela Polícia Federal do Brasil, foi preso na noite de sábado (12) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

O mesmo tem condenação a prisão perpétua na Itália em 1993 sob acusação de ter cometido quatro assassinatos durante as ações de Guerrilha Urbana organizadas pelo grupo Proletário Armados pelo Comunismo (PAC).

Na Bolívia é mais uma prisão no histórico de Battisti que teve início em 1979, quando escapou da prisão em Milão e fugir para a França. Refugiou-se no México em 1982, mas em 1990 voltou à França. De lá, veio para o Brasil que recebeu guarida do ex-presidente Lula (PT), que negou extradição solicitada pelo governo italiano.
Evo Morales e o abacaxi

Com a prisão de Cesare Battiste na Bolívia, o abacaxi para ser descascado fica por conta de Evo Morales se extradita diretamente para Itália ou se devolve para ao Brasil de onde é considerado refugiado desde 14 de dezembro de 2018, quando foi decretada sua prisão. Existe um Tratado de Extradição do Brasil com a Itália e com a Bolívia.

Se Morales quiser manter o prisioneiro em seu território por questão ideológica seguindo o mesmo viés adotado por Lula e Dilma terá um sério problema com a diplomacia Italiana. E pensando no desgaste que sofre internamente por grupos que protestam contra sua candidatura em 2019, contrariando o Não da população em referendo popular convocado em 2016, será que ele vai comprar essa briga também?

Caneta da exoneração

O Porta Voz do governo, Rogério Venceslau, alertou neste sábado (12), sobre o risco da caneta que nomeia servir para exonerar os “desobedientes” que insistem em indicar adversários, contrariando o governo e enraivecendo seus aliados. Agora fica a pergunta: vai quebrar só o galho de ingá ou da goiabeira também?

Confusão

Essa muvuca toda em torno das indicações de pessoas ligadas aos governos antecessores é fogo, amigo. Há coisas que nas relações sociais que transcendem das regras políticas quando a retaguarda está baixa: amizade, parentesco, irmão de igreja, pedido do amigo do amigo, paquera, amante, ex-mulher e outras situações.

Além do mais, muitos pularam do barco na reta final sabendo que não iam lograr êxito ficando ao lado da “estrela vermelha” e fizeram acordos nos bastidores. Há ainda aqueles que votaram a legenda toda na esquerda e hoje juram por tudo que há neste mundo que votaram no Gladson (PP), Petecão (PSD) e Márcio Bittar (MDB). São todos estes casos emblemáticos que cobram espaço e tem colocado saia justa no novo governo.

Diário Oficial da esperança

Todos os dias o Diário Oficial do governo é vasculhado para saber quem são os infiltrados da antiga administração do Marcos Alexandre/Tião Viana (PT) e saber se o nome dos aliados com promessas de cargos já foram publicados.

É uma agonia sem fim que tem deixado muitos a flor da pele. A cada dia que passa as vagas diminuem e as esperanças vão se esvaindo. A raiva nos grupos da “despetização” do governo é grande. A justificativa para o descontentamento é, segundo eles, não se conformar de terem ficado 20 anos subjugado aos domínios do PT sem espaço e até “perseguidos” para no final não receber nem a “semente da cereja” no governo. E o próprio governo, segundo fontes próximas a ele, tem se mostrado impaciente com tanta gente cobrando um lugar ao sol. Esse é o preço de uma coligação com mais de dez siglas.

Lideranças do Alto Acre

O guru do Alto Acre parece que tende ficar no isolamento ao menos em público do governador e do próprio partido. Em Brasiléia continua sendo o “grande gênio da política”, mas alguns mdbistas da Capital já mostram insatisfação nos bastidores de continuar dando sustentação ao ex-prefeito de Brasiléia Aldemir Lopes. Mas, que os incomodados que segurem a peteca porque o homem é protegido do deputado Federal Flaviano Melo (MDB).

Órfãos de pai

Se a turma do Gladson resolver isolar Aldemir para evitar alfinetadas da oposição, isso pode por em risco os afilhados do mesmo que dependem de sua tutela para garantir a tão sonhada CEC. Ainda que seja uma CEC1.

Embraer vendida para os americanos

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) poderá até fins de 2019 se tornar uma empresa americana de domínio da Boeing que está em processo de negociação para comprar 80% das ações da empresa brasileira. Criada em 1969 é a terceira maior fabricante mundial de jatos comerciais e tem presença nos Estados Unidos, Singapura, Portugal, França e também na China.

Soberania em xeque

Havia resistência de Bolsonaro em compartilhar segredos de segurança nacional (soberania) com a venda da Embraer, mas foi convencido por Paulo Guedes e equipe que as unidades de fabricação para fins de defesa permanecerão sob controle do governo brasileiro. Sendo assim, o presidente dará o aval para o fechamento do negócio com a Boeing.