Estoques e drogas são apreendidos dentro de Centro Socioeducativo em Rio Branco

Ação foi feita em unidade de Rio Branco, mas deve seguir para outros centros da capital e também inferior.

Uma operação feita no Instituto Socioeducativo Aquiry, em Rio Branco, apreendeu quatro estoques e uma quantidade de maconha durante três dias de revistas na unidade. A ação foi iniciada no domingo (7) e encerrada nesta terça-feira (8).

O diretor-presidente do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE), Rogério Silva, explicou que a ação faz parte do plano de ação da Segurança Pública para garantir que não haja a entrada de materiais ilícitos que geram riscos para os adolescentes.

“Vamos seguir fazendo revistas em outras unidades, mas não vamos divulgar nesse momento justamente para usar o fator surpresa. Nessa a ação, além dos 70 agentes socioeducativos, também atuaram 15 policiais militares e oito policiais civis”, afirma.

Ao todo, 77 adolescentes estão detidos na unidade em Rio Branco e são separados por facção criminosa. Silva falou sobre as dificuldades enfrentadas nas unidades socioeducativas do estado.

Em todo o Acre, há nove unidades socioeducativas, sendo cinco em Rio Branco e as outras quatro espalhadas pelo interior do estado.

“As dificuldades nesse momento são principalmente de custeio e também de estrutura. Porém, já estamos avançando no plano de ação e na parte de custeio, pois já entramos em contato com os principais fornecedores. Na parte estrutural estamos fazendo um levantamento para tomar as providências”, explica.

O diretor-presidente também falou sobre o afastamento do antigo gestor do órgão Rafael Almeida. O pedido de afastamento partiu da 1ª Vara de Infância e da Juventude de Rio Branco, após um adolescente de 13 anos ser achado morto dentro do Centro Socioeducativo Santa Juliana em novembro do ano passado.

Os acusados de matar o adolescente foram condenados a 49 anos. A decisão da 1ª vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco foi divulgada no dia 19 de novembro deste ano. Eles foram condenados por homicídio qualificado, por motivo torpe, no caso por vingança, e recurso que impossibilitou a defesa para a vítima.

“Eu tive conhecimento dessa informação e ali, ao que parece, não foi obedecida a decisão do judiciário. Então, a nossa metodologia de trabalho vai ser sempre atuar em parceria com o Ministério Público e com o Judiciário para evitar esse tipo de transtorno”, destaca.

Por Quésia Melo, G1