MP quer rapidez em investigação de acidente que matou jovem em colisão entre motos aquáticas no rio Acre

Órgão disponibilizou uma equipe para atender os familiares de Maicline da Costa, de 26 anos. Jovem morreu após colisão no Rio Acre, em Rio Branco, neste sábado (12).

O Ministério Público do Acre (MP-AC) exigiu celeridade e transparência nas investigações da morte da atendente Maicline da Costa, de 26 anos. A jovem morreu na noite deste sábado (12) após uma colisão entre motos aquáticas, no Rio Acre, em Rio Branco.

Uma equipe do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público do Acre (MP-AC) está disponível para atender os familiares da atendente.

A família informou, no domingo (13), que o acidente foi causado porque o condutor em que a vítima estava fez uma manobra perigosa chamada “cavalo de pau”. A moto aquática colidiu com outro veículo que estava parado e Maicline teve a perna arrancada no momento da batida.

Polícia vai ouvir envolvidos

Nesta segunda-feira (14), o secretário de Polícia Civil, Rêmulo Diniz, falou que intimou os envolvidos na colisão. Porém, o secretário relatou que os condutores dos dois veículos não foram encontrados e que a intimação foi entregue a familiares.

“Uma vez que chega ao conhecimento Polícia Judiciária do Acre nós vamos instaurar um inquérito e apurar a conduta. Nesse momento tudo indica que tenha sido um homicídio culposo envolvendo jet skis. Na mesma forma do acidente terrestre o acidente fluvial também é apurado com base no Código de Trânsito Aquático, com as mesmas penalidades”, destacou o secretário.

Motos apreendidas

Em relação às motos aquáticas, o secretário relatou que os veículos foram deixados na Marinha para que fossem preservadas as características que podem dar mais detalhes do acidente. Após a realização de perícia no local, o material deve ser apreendido.

A denúncia de que os condutores dos veículos teriam ingerido bebida alcoólica também vai ser apurada, assim como quem estava na lancha que prestou socorro à Maicline e como ela foi levada para o hospital.

“Se estivessem sob o efeito de bebida alcoólica, usando entorpecentes ou fazendo ‘rachas’ e colocando em risco tanto os usuários dos equipamentos e também dos demais banhistas isso pode mudar a tipificação. Lógico que isso vai depender da apuração dos fatos e vamos ouvir quem se identificou como usuário dos equipamentos e também das testemunhas que possam ter visto o acidente”, afirmou.

Do G1 Acre